Dr. Ciro Paz Portinho, Cirurgia Plástica Reconstrutiva
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História da cirurgia plástica

Uma especialidade com mais de 4.000 anos de evolução

Do Antigo Egito ao Brasil contemporâneo, a cirurgia plástica é uma das áreas mais antigas e ao mesmo tempo mais transformadoras da medicina. Role para percorrer os principais marcos dessa história.

“Aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.”George Santayana
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Antigo Egito · Índia, Séc. VI a.C.

Origens na antiguidade

Os primeiros registros aparecem no Antigo Egito, nos papiros de Ebers (1.550 a.C.) e Edwin Smith (1.600 a.C.), com tratamentos de feridas e transplantes primitivos de tecidos.

Na Índia, por volta do Século VI a.C., o médico Sushruta descreveu a reconstrução nasal com um retalho da testa. A técnica é usada até hoje, conhecida como retalho indiano ou retalho frontal.

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Séc. V a.C. – Séc. II d.C.

Grécia e Roma

Na Grécia, Hipócrates registrou enfaixamentos, cuidados com curativos e até observações sobre a calvície, embora a dissecção fosse permitida apenas em animais.

Celsus documentou, no Século I, suturas, retalhos de pele e reconstruções nasais, auriculares e labiais em De Re Medica. No Século II, Galeno consolidou‑se como o médico mais famoso da Roma Antiga, conduzindo experimentos cirúrgicos em macacos.

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Séc. V – XV

Idade Média e o conhecimento árabe

Com a queda do Império Romano do Ocidente, parte importante do saber europeu ficou guardada em mosteiros, enquanto o mundo árabe continuou avançando em medicina.

No Século XI, o persa Avicena, conhecido como o “Príncipe dos Médicos”, publicou O Cânone da Medicina, uma das maiores enciclopédias médicas da história.

Na Sicília (Séc. XV) e na Calábria (Séc. XVI), as famílias Branca e Vianeo praticavam reconstruções nasais com retalhos, transmitindo o conhecimento de geração em geração.

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Séc. XVI

Renascimento: a anatomia moderna

Os estudos de Leonardo da Vinci e a publicação, em 1543, de De Humani Corporis Fabrica por Andreas Vesalius marcam o início da anatomia moderna. A cirurgia deixa de ser último recurso e passa a ser vista como tratamento.

Ambroise Parré substitui a cauterização por azeite fervente pela ligadura dos vasos, mudando a forma de tratar ferimentos. Em 1597, Tagliacozzi publica técnicas de reconstrução nasal e de outras regiões.

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Séc. XVII – XVIII

A chegada do retalho indiano ao Ocidente

Yonge propõe retalhos para amputações em substituição ao método circular; Wiseman descreve traumatismos faciais em Several Surgical Treatises (1676).

Em 1794, uma carta publicada no Magazine of Gentleman leva ao Ocidente o retalho frontal indiano, que rapidamente se populariza na Europa e nos Estados Unidos.

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Séc. XIX

Antissepsia, anestesia e os primeiros enxertos

Pasteur e Lister abrem o caminho para a antissepsia cirúrgica. Os estudos de Priestley, Wells e Morton viabilizam a anestesia e elevam a cirurgia a outro patamar.

Surgem descrições sistemáticas de enxertos de pele (Reverdin em 1869, e em sequência Ollier, Thiersch, Wolfe e Krause) e de gordura (Neuber, 1893). Em 1817, Cooper realiza o primeiro enxerto humano bem‑sucedido, a partir de um polegar amputado.

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Séc. XX · 1ª Guerra Mundial

O nascimento da especialidade

O grande número de mutilados das duas guerras consolida a cirurgia plástica como especialidade médica. Sir Harold Gillies, otorrinolaringologista neozelandês, é considerado o pai da cirurgia plástica moderna.

A partir de 1916, Gillies cria uma unidade pioneira para lesões faciais no Cambridge Military Hospital. Entre 1917 e 1923, sua equipe opera mais de 5.000 pacientes. Dele vêm os Princípios de Gillies, 16 itens que ainda hoje norteiam a prática.

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Décadas de 1960 e 1970

Cirurgia craniofacial e microcirurgia

Em 1967, o francês Paul Tessier apresenta conceitos técnicos que dão origem à Cirurgia Craniofacial, revolucionando a correção de deformidades esqueléticas.

Paralelamente, a microcirurgia reconstrutiva floresce: Malt realiza o primeiro reimplante de membro superior em 1962, seguido por marcos com McLean e Buncke (1972), Daniel e Taylor (1973) e Harii e equipe no Japão (1974).

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Brasil · 1808 – hoje

A história no Brasil

A primeira faculdade de medicina do país nasce em Salvador, em 18 de fevereiro de 1808, seguida pela do Rio de Janeiro no mesmo ano. Em 1930, surge em São Paulo a primeira instituição voltada à cirurgia plástica.

Em 7 de dezembro de 1948, a Sociedade de Cirurgia Plástica é fundada, data que se tornou o Dia do Cirurgião Plástico. Dr. Ivo Pitanguy é um dos nomes que consolidaram a reputação internacional da CP brasileira.

Hoje, o Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de cirurgias plásticas realizadas.

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Hoje · futuro próximo

O presente e o que vem aí

A especialidade segue avançando em torno de regeneração (e não apenas reparo), engenharia tecidual, nanotecnologia, biomateriais mais compatíveis, prototipagem, realidade aumentada, robótica e inteligência artificial.

Para o paciente, isso se traduz em técnicas mais precisas, recuperação mais rápida e melhor relação custo‑benefício, sempre com o mesmo objetivo: restaurar forma, função e qualidade de vida.

Quer conversar sobre o seu caso?

O Dr. Ciro Portinho atua em cirurgia plástica reparadora em Porto Alegre, com consulta inicial por telemedicina para pacientes de todo o Brasil.